Reciclar o problema é estabelecer solução
Por Thaís Silva
Foto: www.atontecnologia.com.br
O lixo é um grande problema nas cidades brasileiras, principalmente em função dos problemas concernentes ao destino dado às toneladas produzidas pelos aglomerados humanos.
No Brasil, e particularmente em Salvador, a grande maioria do lixo produzido é encaminhada para aterros sanitários ou incinerados aleatoriamente sem nenhum tratamento ou separação dos possíveis de serem reaproveitados. Apenas uma pequena parte do lixo colhido em Salvador é reaproveitada.
Segundo matéria de Tassia Novaes publicada no site Turismo Responsável pensando nisso, a Limpurb fará uma campanha de conscientização com palestras e distribuição de cartilhas em escolas públicas com o objetivo de mostrar as vantagens da coleta seletiva além de orientar a população a reciclar o lixo doméstico.
De um modo geral, a população não está sensibilizada para promover a separação do lixo produzido nas residências ou em fins econômicos de forma que possa possibilitar o reaproveitamento deste, mas inúmeras possibilidades que se apresentam: adubo natural, papel reciclado, reaproveitamento de embalagens, combustível alternativo, etc.
De acordo com dados fornecidos pela os site Limpurb, são geradas somente na capital baiana, cerca de 2.377. A empresa Vega, cobra R$ 71 por tonelada de lixo colhido, isso implica num gasto de aproximadamente R$ 60 milhões por ano.
Essa falta de equilíbrio na destinação do lixo causa inúmeros prejuízos ao meio ambiente e à saúde da população: proliferação de insetos e roedores, destruição das matas para produção de papel, entupimento de bueiros e esgotos, devido ao acúmulo de lixo, poluição de rios e mares, que provocam enchentes, produção de gases nocivos ao ser humano e que poluem o ar e o solo, principalmente onde se localizam os aterros.
Outro fator importante é a geração de emprego e renda que o lixo pode produzir com o processo de reaproveitamento por indústrias, artesãos e pequenos empresários.
Atualmente, a Limpurb faz coleta seletiva em 12 bairros de Salvador com o apoio de cooperativas que fazem a reciclagem de materiais como papéis, vidros, plásticos e metais.
“Não podemos esquecer que têm muitos catadores na rua que desviam o material antes de ir para o aterro”, sinaliza Fátima Sampaio, técnica da diretoria de operações da Limpurb em entrevista ao site Turismo Responsável.
Adicionar comentário Setembro 11, 2007 thaysbahia
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1 comment Setembro 10, 2007 thaysbahia